segunda-feira, 17 de setembro de 2012

maquina


É importante se conhecer.
Todo mundo acha que se conhece e até pode ser, mesmo. Mas com certeza a vida muda e com ela os nossos conhecimentos próprios.
O que eu sonhava para mim ontem, não passa nem perto do que sonho para hoje.
Imaginava mil possibilidades, algumas aconteceram outras não, mas a maioria nem sequer chegaram perto de se tornar qualquer coisa.
Na maquina selvagem do capitalismo selvagem, caminhamos sempre para o mais, para o ter mais, adquirir mais... enfim correr mais e mais atrás da maquina.
Depois de um tempo desligada dessa tomada pude deixar secar um pouco a graxa das engrenagens e percebi que a velocidade das exigências só aumenta e as pessoas se tornam frias e robóticas.
Percebi que não quero isso para mim e que quando volto ao sistema acabo sendo engolida por essa avalanche de reivindicações e cobranças.
Sou eu a descompensada ou aquela que enxergou que existe vida fora do trabalho?!
Fico preocupada ao ver o descompromisso de muitos funcionários e não é isso que eu me refiro a viver fora da loucura da máquina, mas sim fazer bem feito ou o melhor que se pode fazer, com compromisso e dedicação, mas sem deixar ser sugada pelo capitalismo ensandecido.

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