domingo, 22 de setembro de 2013

22 de setembro

22 de setembro, para mim, carrega uma importância. Um dia cabalístico e reflexivo.
Ela marca nascimento, união, perda. Nostalgia e alegria. Preenchimento e vazio.
Onde estamos, onde queremos ir, o que estamos fazendo e o que faremos para sermos lembrados quando nos formos?!
Hoje tenho pessoas especiais de aniversário, outras comemorando bodas e a data em que perdi meu pai. 
Acordei com espírito de limpeza e inconscientemente tirei o dia para arrumações e organizações de papéis. E nesse mexe remexe encontrei fotos, cartas, certidões, convites que me lembram que hoje o dia é de emoção, alegria, reflexão e saudosismos.
Por coincidência assisti há dois programas, que falavam sobre apego e lembranças.  Ao nosso triste habito de se apegar a coisas materiais que nos trazem recordações. E que guardar tudo isso é balela, acumulo; o que importa o que se deixa registrado na mente, no coração das pessoas.
Dia 22 de setembro. Uma data de recordações. Uma data de saudade. Um dia de muitos suspiros.

Evoé!

domingo, 21 de julho de 2013

vida

Dar conselho é olhar para dentro
Olhar para dentro é se conhecer
Se conhecer é amadurecer.
Ter amigos é saber que se pode contar,
E contando é que se escuta,
Se ouve
Se entende.
Ter amigo, é ter família
É ter acolhimento e certeza
Certeza do caminho certo
Ter certeza na dúvida.
Receber e dar carinho, ter colo.
Ter cascudo e tapa.
É se sentir protegido e destapado.
Viver é isso:
Transições, amadurecimento
Cultivar, amadurecer
Falar e acima de tudo, escutar!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

sonho


Sonhando estava.
Longe porta abre.
O sonho ao lado se tornou realidade.
Cafuné e abraço.
Dorme que cheguei para ficar do seu lado.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

mãe

Tem amigo que entra, tem amigo que sai.
Tem aqueles que te entendem, aqueles que fazem de conta.
Tem quem se importe, tem quem se preocupe, tem quem procure para tudo ou para quase nada.
Tem vida, tem companheirismo, tem paciência.
Tem um monte desses por ai.
Mas ter uma mãe que é de verdade uma amiga, que se preocupa, que dá bronca, que se faz presente.
Há isso tem bem pouco por ai.
Essa é minha mãe, minha parceira, minha companheira.
Eu e ela, ela e eu... formando uma família mais cheia e mais completa que muitas de propaganda de margarina!

TE AMO!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

como um passarinho

Há quem me conheça e não saiba um pouco de mim.
Há quem me conhece e sabe um pouco de mim.
Há aqueles que acham que me conhecem, eu me incluo nisso.
Nunca soube ao certo quem sou, pois na minha vida falta uma peça viva e companheira. Falta a trajetória completa de meu pai, falta sua palavra, seu abraço, seu pedaço.
Apelido essa parte da minha história, carinhosamente, de quebra-cabeça. Pois a cada depoimento, papel, ficha, amigo, cadastro... me descubro. Descubro parte do meu DNA. Uma peça se encaixa, outra se completa e a minha própria existência vai tomando forma. 
Eu vou me conhecendo, reconhecendo.
Gêns, cromossomos. Eles realmente existem, não só na aparência física, mas nos ideais. Sou uma guerreira dentro das minhas necessidades, traumatizada pela política e pelo caminho que ela segue. Mas tenho em meu sorriso largo, o mesmo dente torto e a mesma utopia de vida.
Orgulho de ser filha de quem sou. Orgulho desse cara que todos admiram e sentem saudade.
Abaixo a matéria, feita pela Luiza Villamea, que conta um pouco disso...
http://www.revistabrasileiros.com.br/2013/06/03/como-um-passarinho/
Boa leitura à todos os interessados.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

política, minha vergonha alheia

Perdi um pai em função da política e da ditadura.
Há quem me cobre do porquê não me envolvo mais no meio político.
Eu ainda não sei se não faço isso pela minha tristeza, pela minha ira ou pelo mal que poderia causar a mim mesma lidando com esse tipo sórdido da espécie humana.
Meu pai lutou muito para termos um país mais digno, mais humano, com pessoas no poder que governassem em prol da sociedade.
Socialista, revolucionário, baderneiro, louco... Chamem como quiserem... Mas ele foi um dos muitos que se engajaram na luta por um Brasil mais digno.
Ele, carioca, adotou Porto Alegre e, infelizmente, foi aqui que ele foi preso. Foi aqui que começou sua saga de prisões e torturas. E quis o destino que ele se casasse com minha mãe, uma Porto Alegrense e que eu nascesse aqui...
E com o meu pesar e meu sofrimento tenho certeza que onde quer que a sua alma esteja, nela sangra, nela dói, nela só há decepção. E eu, como uma boa filha, tenho em minha alma a dor de viver numa cidade como essa. Aonde o crescimento vem em cima dos menos favorecidos, a dita “urbanização e evolução” só acontecem através de destruição, roubo e invasão.
Os governantes não têm limite, eles não têm freio e nem criatividade para crescer; pelo menos em Porto Alegre só vejo, sinto e percebo um crescer com destruição. Sem comunicação com a sociedade, sem participação de pessoas das comunidades.
Violência, mentira, crescimento desenfreado, falta de higienização, falta de criatividade, interesses próprios... Enfim, poderia ficar aqui listando mil itens negativos e de certa forma críticos.
Nesse último episódio, por exemplo, por que não transplantar as árvores centenárias, por que antes de sair cortando desenfreadamente na calada da noite não é feito um ato público de reflorestamento, com a ajuda da sociedade, com doação de mudas pelo governo?
Tão mais simples, tão mais humano, tão mais político de forma literal...
E depois me falam de decepção não mata e sim, ensinar a viver... Outra mentira!
A alma do meu pai dói, meu coração sangra e com certeza estamos perdendo o posto de capital mais arborizado do país.
Política, minha vergonha alheia...




domingo, 14 de abril de 2013

Cansei da expectativa, da ilusão
Da vida espero o nada e o vazio
O que chegar preenche, enche, ilude e faz feliz.

perfil

Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira. 
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma...
Mas com certeza não serei, para sempre, a mesma.

borboleta

Borboletas são livres, minha alma também!
Anseio liberdade, beleza e amor...
De ir, vir, sentir, paixão, ar, calor...
Preciso criar, voar, sentir o vento nos cabelos, mas os pés no chão.
Quero abraço, mas quero espaço.
Mulher borboleta: pequenina e voraz, possuidora de uma leveza que conduz, de uma força que induz.
Sua fragilidade lhe traduz uma mulher que reluz...
Precisa de arte, precisa que invada...
Que o coração dispare, que a saudade mate e não a prenda.
Traga flores para que venha.
Ela é da natureza...
Ela é dela: Tranque-a e ela morre... Sopre-a no vento.. que ela vai... Mas espere, pois ela volta.



terça-feira, 2 de abril de 2013

como bate


Me apaixono pelos olhos que falam, pelo corpo que age, pela pele que exala.
Pela atitude corajosa e pela firmeza.
Pela surpresa, pela conquista, pela parceria.
Homem, tem que ser muito homem para entrar no meu coração e escolhembar as gavetas milimetricamente organizadas!