quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

energia

Muitos não acreditam em inferno astral, em astrologia, em destino.
Eu acredito.
E acima de tudo, acredito em energia, em canalização de energia.
Sei que não é fácil a vida, sei que ela prega desafios diários e difíceis. Sei que a vida é um constante tropeçar e um repetitivo reclamar.
Então parece que tudo conspira para que aquilo que não tava dando certo, siga não dando e outras mil coisas parem de dar...
Até que alguma coisa faz o elo quebrar e a energia circular... Troca de energia. Basta o primeiro clique para tudo desandar ou tudo alavancar... Curioso, não?!
Ultimamente minha vida andava uma M. total, mas total mesmo... Desesperadora. Tá, não venham comparar com os pobres da Etiópia sem comida ou com as crianças abandonadas embaixo da ponte. Falo da minha realidade, da minha vida, do meu alcance.
Era uma sensação de sufocamento, de angustia, de falta de ar e desespero, uma sensação que o meu mundo ia desabar... Um choro sem freio, um nó na garganta, uma dor no peito e uma intuição de que a vida ia me pregar peças todos os dias, e ela me pregava, uma pior que a outra.
Daí a raiva tomou conta, o sentimento negativo dominou e tudo, absolutamente tudo travou.
Até que um dia chorei até dormir e pedi para todos os santos, anjos, axés, astros, mas principalmente para mim mesma que mudasse esta "coisa"... E acreditem... Ela NÃO MUDOU!
Segui chorando desesperadoramente, e tudo seguiu dando errado...
Até que sai para conversar com uns amigos e cheguei dizendo que não queria falar de mim, que pelo amor de Deus que eles falassem deles, que eu não queria pensar em nada, apenas desligar.
Daí eu acho que o elo ficou mais fraco, sabem, começou a romper... Nessa mesa tinha outra caprica, passando por uma situação bem parecida com a minha e outras amigas afundadas na M. como eu... Uma disse os “planos” dela para abrir um espaço no soterramento marrom... E pela primeira vez em algum tempo ri, ri muito da minha desgraça e da nossa desgraça. Fizemos o que eu sempre dizia e que esqueci: “fazer da desgraça, uma graça”.
Nesse papo também uma disse: “to tentando olhar só as coisas boas que tenho ao meu redor e abstrair as ruins”. Confesso que isso está sendo um exercício, mega complicado para mim, mas estou me esforçando! Às vezes consigo!
Esse primeiro passo, de rompimento da corrente do mal foi dado... 
Não, não se iludam, minha vida não voltou a ser flores, mas os brotos voltaram a aparecer, quem sabe eles não abrem?!
E esse é um dos muitos motivos que não escrevia mais, que não entrava mais aqui... Mas esse é outro exercício que quero retomar: escrever! Faz tão bem!
Bora lá, viver... E viver bem!

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