Nunca fui fã de natal, me lembro das reuniões de família, da expectativa do Papai Noel. E claro, dos presentes. Meus avôs sempre fizeram questão do presépio. E minha família sempre teve o ritual do menino Jesus. Cresci, entendi que o papai noel não existe e que a sociedade impõe uma realidade fantasiosa sobre o consumismo. Porém a semente do presépio sempre esteve presente nas reuniões familiares.
A partir desse entendimento, comecei a cada ano gostar menos e menos de natal... Lá em casa, na minha casa, a árvore ia diminuindo de tamanho até caber numa caixinha de sapato. E o presépio tomando conta da decoração. Esse ano foi o primeiro ano da minha vida que não montei a árvore e nem o presépio, e poderia narrar muitos motivos, mas apenas não montei nada figurativo. E esse foi o primeiro ano que o real sentindo do natal tomou conta de mim.
Se isso tá associado àlguma coisa eu não sei, mas tenho certeza que meu espirito natalino está completamente ligado a confraternização. A tudo aquilo que me faz bem e que faz bem ao próximo. Natal é nascimento de Jesus... É a união das pessoas entorno de uma alma iluminada, é o aquecimento, a celebração, a paz, o carinho, o amor!
Isso são os presentes, é a fraternidade.
E se quiserem lotar shoppings, gastar todas as economias, façam. Mas, por favor, nunca esqueçam que isso é comércio e os presentes devem ter carinho, significado! Quem ganha presente meu sabe que pode ser uma bala, mas ela tem um significado e tem um motivo para ser dado! Nunca é por uma questão comercial!
Então, desejo a todos vocês essa reflexão natalina, esse desejo de mais compaixão, mais olho no olho, mais intuição, mais sentimento!
Que possamos a cada ano diminuir o tamanho das coisas materiais e aumentar o tamanho do significado, da intenção. Eu estou nesse caminho, ainda em evolução, porém muito mais consciente dos reais votos!
FELIZ NATAL!
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